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Clube Atlético Mineiro – 101 Anos

Esse post deveria ter saído na verdade há um ano atrás, quando o Atlético-MG completava seu centenário, 100 anos de Galo, mas.. acho que na verdade essa acabou sendo a melhor hora.

Sou um atleticano fanático (o que é um “pleonasmo“: todo atleticano é fanático. Tipo, “subir pra cima”, “descer pra baixo”, essas coisas). E chegando nessa data, 25/03, fui logo ler um pouco sobre o Galo, etc. Dentre as minhas leituras li muitas curiosidades e no meio delas uma curiosamente me chamou a atenção, onde dizia sobre a escolha do mascote, feita por profeta Fernando Pieruccetti, o “Mangabeira”:

“O Atlético sempre foi um time de raça. Mais parece um galo de briga, que nunca se entrega e luta até o fim!”

Achei até interessante, fazia total identidade da imagem que eu tenho do clube que eu tanto amo. Mas o melhor ainda estava por vir.

A situação era a seguinte: última rodada da 1ª fase do Mineiro. Na rodada passada (penúltima), o Galo tinha tomado a 1ª posição do cucruzeiro. Nesse dia o Galo estava jogando contra o Ituiutaba, na “casa” deles, na “Fazendinha”. Era óbvio que o jogo seria difícil, visto que o Ituiutaba não tinha perdido nenhum jogo em casa.

Após o expediente eu tinha ido no cinema e já tava louco pra chegar em casa e acompanhar pelo rádio o jogo. E foi assim… cheguei em casa e já tava no meio do 1º tempo e o Ituiutaba já vencia por 1×0 (aos 10 minutos). Acabou o 1º tempo. Começou o 2º tempo e nada. O galo criava oportunidades, mas não fazia o gol! Já tava mais ou menos nos quase nos 40 minutos, quando triste, não quis mais acompanhar e fui pro meu quarto. De repente, chega meu pai todo risonho e comentando: “Você viu? O Galo ganhou nos últimos minutos, virou!!”.. eu: — QUÊ?!.. E não é que pra minha surpresa (sim, confesso, fiquei surpreso — há tempos o Galo num fazia uma dessas.. antes isso era até “comum”).

Daí veio COMPLETAMENTE a minha cabeça o que eu havia lido mais cedo. Estava ali, estava acontecendo. O Galo tava voltando a ser o velho Galo Carijó, lutando até o final. Dando toda a raça até o último minuto. Aliás, além do último, os gols de viarada aconteceram aos 47 e 50 minutos do 2º tempo. Acho que não podia ter um presente melhor de aniversário naquele fim de noite.

E como homenagem, deixo o texto “O Ser Atleticano”, do saudoso Roberto Drumond.

O Ser Atleticano

Atleticano é diferente de qualquer outro torcedor
É diferente, pois não se restringe a ser
Somente torcedor
Ser Atleticano é como casamento
Na saúde e na doença
Nas alegrias e nas tristezas
Mesmo quando a doença parece não ir
E as tristezas teimam em permanecer
O Atleticano é capaz de
Após uma derrota humilhante
Pegar a camisa no armário
E sair às ruas
Mesmo sendo alvo de piadas
Isso por que o Atleticano não torce por um time
Torce por uma nação
E tal qual em uma guerra
Um cidadão não renega um país
Mesmo que a derrota seja grande
O Atleticano apóia seu time na derrota
Pois os obstáculos engrandecem
Seu sentimento de nacionalismo
E que me perdoem os que têm apenas títulos
Claro que são importantes
Mas o Atleticano tem algo que os outros nunca terão
Tem paixão

Esse finalzinho do texto é o que acho mais importante, afinal eu sou torcida. Se eu fosse jogador do Galo, eu, com certeza, me procuparia com títulos… mas a paixão pelo meu clube é maior, muito maior.

E por último, e não menos importante, o grito da Galoucura que mais gosto:

Atlético…
gostamos muito de vocêêê
A alegria de viver…
quando te vemos a vencer…

Entidade…
venerada por milhõõões…
contagiando multidões…
de gerações a geraçõõões…

Sentimento…
de amor sincero ao alvinegro…
das alterosas sou mineiro…
minas gerais nosso terreiro…

PARABÉNS ATLÉTICO MINEIRO! GALÔÔÔ! o/